quarta-feira, 12 de março de 2014

Te acolhemos com amor


A Delegação São Francisco de Assis em Angola,
acolhe com Fé, Esperança e Alegria a nova delegada.
Irmã Ana Lenice
Seja Bem Vinda em nosso meio.
Obrigada pelo seu Generoso SIM.

Repasse da Assembléia


Tempo de Graça!
Dias vividos na oração, partilhas, convivência e aprofundamento do nosso Rosto Renovado. Assessorado por Irmã Ana Elena Navarro.
 
 


terça-feira, 11 de março de 2014

MENSAGEM DO SANTO PADRE FRANCISCO
 PARA A QUARESMA DE 2014

Fez-Se pobre, para nos enriquecer com a sua pobreza(cf. 2 Cor 8, 9)

Queridos irmãos e irmãs!
Por ocasião da Quaresma, ofereço-vos algumas reflexões com a esperança de que possam servir para o caminho pessoal e comunitário de conversão. Como motivo inspirador tomei a seguinte frase de São Paulo: «Conheceis bem a bondade de Nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, Se fez pobre por vós, para vos enriquecer com a sua pobreza» (2 Cor 8, 9). O Apóstolo escreve aos cristãos de Corinto encorajando-os a serem generosos na ajuda aos fiéis de Jerusalém que passam necessidade. A nós, cristãos de hoje, que nos dizem estas palavras de São Paulo? Que nos diz, hoje, a nós, o convite à pobreza, a uma vida pobre em sentido evangélico?
A graça de Cristo
Tais palavras dizem-nos, antes de mais nada, qual é o estilo de Deus. Deus não Se revela através dos meios do poder e da riqueza do mundo, mas com os da fragilidade e da pobreza: «sendo rico, Se fez pobre por vós». Cristo, o Filho eterno de Deus, igual ao Pai em poder e glória, fez-Se pobre; desceu ao nosso meio, aproximou-Se de cada um de nós; despojou-Se, «esvaziou-Se», para Se tornar em tudo semelhante a nós (cf. Fil 2, 7; Heb 4, 15). A encarnação de Deus é um grande mistério. Mas, a razão de tudo isso é o amor divino: um amor que é graça, generosidade, desejo de proximidade, não hesitando em doar-Se e sacrificar-Se pelas suas amadas criaturas. A caridade, o amor é partilhar, em tudo, a sorte do amado. O amor torna semelhante, cria igualdade, abate os muros e as distâncias. Foi o que Deus fez connosco. Na realidade, Jesus «trabalhou com mãos humanas, pensou com uma inteligência humana, agiu com uma vontade humana, amou com um coração humano. Nascido da Virgem Maria, tornou-Se verdadeiramente um de nós, semelhante a nós em tudo, excepto no pecado» (Conc. Ecum. Vat. II, Const. past. Gaudium et spes, 22).
A finalidade de Jesus Se fazer pobre não foi a pobreza em si mesma, mas – como diz São Paulo – «para vos enriquecer com a sua pobreza». Não se trata dum jogo de palavras, duma frase sensacional. Pelo contrário, é uma síntese da lógica de Deus: a lógica do amor, a lógica da Encarnação e da Cruz. Deus não fez cair do alto a salvação sobre nós, como a esmola de quem dá parte do próprio supérfluo com piedade filantrópica. Não é assim o amor de Cristo! Quando Jesus desce às águas do Jordão e pede a João Baptista para O baptizar, não o faz porque tem necessidade de penitência, de conversão; mas fá-lo para se colocar no meio do povo necessitado de perdão, no meio de nós pecadores, e carregar sobre Si o peso dos nossos pecados. Este foi o caminho que Ele escolheu para nos consolar, salvar, libertar da nossa miséria. Faz impressão ouvir o Apóstolo dizer que fomos libertados, não por meio da riqueza de Cristo, mas por meio da sua pobreza. E todavia São Paulo conhece bem a «insondável riqueza de Cristo» (Ef 3, 8), «herdeiro de todas as coisas» (Heb 1, 2).
Em que consiste então esta pobreza com a qual Jesus nos liberta e torna ricos? É precisamente o seu modo de nos amar, o seu aproximar-Se de nós como fez o Bom Samaritano com o homem abandonado meio morto na berma da estrada (cf. Lc 10, 25-37). Aquilo que nos dá verdadeira liberdade, verdadeira salvação e verdadeira felicidade é o seu amor de compaixão, de ternura e de partilha. A pobreza de Cristo, que nos enriquece, é Ele fazer-Se carne, tomar sobre Si as nossas fraquezas, os nossos pecados, comunicando-nos a misericórdia infinita de Deus. A pobreza de Cristo é a maior riqueza: Jesus é rico de confiança ilimitada em Deus Pai, confiando-Se a Ele em todo o momento, procurando sempre e apenas a sua vontade e a sua glória. É rico como o é uma criança que se sente amada e ama os seus pais, não duvidando um momento sequer do seu amor e da sua ternura. A riqueza de Jesus é Ele ser o Filho: a sua relação única com o Pai é a prerrogativa soberana deste Messias pobre. Quando Jesus nos convida a tomar sobre nós o seu «jugo suave» (cf. Mt 11, 30), convida-nos a enriquecer-nos com esta sua «rica pobreza» e «pobre riqueza», a partilhar com Ele o seu Espírito filial e fraterno, a tornar-nos filhos no Filho, irmãos no Irmão Primogénito (cf.Rm 8, 29).
Foi dito que a única verdadeira tristeza é não ser santos (Léon Bloy); poder-se-ia dizer também que só há uma verdadeira miséria: é não viver como filhos de Deus e irmãos de Cristo.
O nosso testemunho
Poderíamos pensar que este «caminho» da pobreza fora o de Jesus, mas não o nosso: nós, que viemos depois d'Ele, podemos salvar o mundo com meios humanos adequados. Isto não é verdade. Em cada época e lugar, Deus continua a salvar os homens e o mundo por meio da pobreza de Cristo, que Se faz pobre nos Sacramentos, na Palavra e na sua Igreja, que é um povo de pobres. A riqueza de Deus não pode passar através da nossa riqueza, mas sempre e apenas através da nossa pobreza, pessoal e comunitária, animada pelo Espírito de Cristo.
À imitação do nosso Mestre, nós, cristãos, somos chamados a ver as misérias dos irmãos, a tocá-las, a ocupar-nos delas e a trabalhar concretamente para as aliviar. A miséria não coincide com a pobreza; a miséria é a pobreza sem confiança, sem solidariedade, sem esperança. Podemos distinguir três tipos de miséria: a miséria material, a miséria moral e a miséria espiritual. A miséria material é a que habitualmente designamos por pobreza e atinge todos aqueles que vivem numa condição indigna da pessoa humana: privados dos direitos fundamentais e dos bens de primeira necessidade como o alimento, a água, as condições higiénicas, o trabalho, a possibilidade de progresso e de crescimento cultural. Perante esta miséria, a Igreja oferece o seu serviço, a sua diakonia, para ir ao encontro das necessidades e curar estas chagas que deturpam o rosto da humanidade. Nos pobres e nos últimos, vemos o rosto de Cristo; amando e ajudando os pobres, amamos e servimos Cristo. O nosso compromisso orienta-se também para fazer com que cessem no mundo as violações da dignidade humana, as discriminações e os abusos, que, em muitos casos, estão na origem da miséria. Quando o poder, o luxo e o dinheiro se tornam ídolos, acabam por se antepor à exigência duma distribuição equitativa das riquezas. Portanto, é necessário que as consciências se convertam à justiça, à igualdade, à sobriedade e à partilha.
Não menos preocupante é a miséria moral, que consiste em tornar-se escravo do vício e do pecado. Quantas famílias vivem na angústia, porque algum dos seus membros – frequentemente jovem – se deixou subjugar pelo álcool, pela droga, pelo jogo, pela pornografia! Quantas pessoas perderam o sentido da vida; sem perspectivas de futuro, perderam a esperança! E quantas pessoas se vêem constrangidas a tal miséria por condições sociais injustas, por falta de trabalho que as priva da dignidade de poderem trazer o pão para casa, por falta de igualdade nos direitos à educação e à saúde. Nestes casos, a miséria moral pode-se justamente chamar um suicídio incipiente. Esta forma de miséria, que é causa também de ruína económica, anda sempre associada com a miséria espiritual, que nos atinge quando nos afastamos de Deus e recusamos o seu amor. Se julgamos não ter necessidade de Deus, que em Cristo nos dá a mão, porque nos consideramos auto-suficientes, vamos a caminho da falência. O único que verdadeiramente salva e liberta é Deus.
O Evangelho é o verdadeiro antídoto contra a miséria espiritual: o cristão é chamado a levar a todo o ambiente o anúncio libertador de que existe o perdão do mal cometido, de que Deus é maior que o nosso pecado e nos ama gratuitamente e sempre, e de que estamos feitos para a comunhão e a vida eterna. O Senhor convida-nos a sermos jubilosos anunciadores desta mensagem de misericórdia e esperança. É bom experimentar a alegria de difundir esta boa nova, partilhar o tesouro que nos foi confiado para consolar os corações dilacerados e dar esperança a tantos irmãos e irmãs imersos na escuridão. Trata-se de seguir e imitar Jesus, que foi ao encontro dos pobres e dos pecadores como o pastor à procura da ovelha perdida, e fê-lo cheio de amor. Unidos a Ele, podemos corajosamente abrir novas vias de evangelização e promoção humana.
Queridos irmãos e irmãs, possa este tempo de Quaresma encontrar a Igreja inteira pronta e solícita para testemunhar, a quantos vivem na miséria material, moral e espiritual, a mensagem evangélica, que se resume no anúncio do amor do Pai misericordioso, pronto a abraçar em Cristo toda a pessoa. E poderemos fazê-lo na medida em que estivermos configurados com Cristo, que Se fez pobre e nos enriqueceu com a sua pobreza. A Quaresma é um tempo propício para o despojamento; e far-nos-á bem questionar-nos acerca do que nos podemos privar a fim de ajudar e enriquecer a outros com a nossa pobreza. Não esqueçamos que a verdadeira pobreza dói: não seria válido um despojamento sem esta dimensão penitencial. Desconfio da esmola que não custa nem dói.
Pedimos a graça do Espírito Santo que nos permita ser «tidos por pobres, nós que enriquecemos a muitos; por nada tendo e, no entanto, tudo possuindo» (2 Cor 6, 10). Que Ele sustente estes nossos propósitos e reforce em nós a atenção e solicitude pela miséria humana, para nos tornarmos misericordiosos e agentes de misericórdia. Com estes votos, asseguro a minha oração para que cada crente e cada comunidade eclesial percorra frutuosamente o itinerário quaresmal, e peço-vos que rezeis por mim. Que o Senhor vos abençoe e Nossa Senhora vos guarde!


FRANCISCO

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

SEMANA DA VIDA CONSAGRADA EM LUANDA



              Nos dias nove a onze de Janeiro de dois mil e catorze às 8h30 minutos, Com a presença de Dom Vicente Carlos Kiaziku e a orientação das duas Conferências dos religiosos (as) em Angola (CMIRMA E USMIRFA) realizou-se no salão dos Padres Capuchinhos, em Fátima a XIII Semana Nacional de Vida Consagrada sob o tema central: Formação Inicial e Permanente em vista da Configuração com Cristo.
Estiveram presentes 250 Religiosos e Religiosas de todas as dioceses de Angola. Nesta desenvolveram-se os seguintes temas:
1º Desafios que se apresentam à formação: Aspectos Sociológicos e culturais.
2º Formação: resposta à vocação e missão.

3º Formação: Resposta à vocação e missão; Formação à vida comunitária e sentido de pertença.
4º O acompanhamento na formação inicial e permanente

  Os temas foram facilitados por Dom Novatus Rugambwa, Nuncio Apostólico em Angola; Pe Eugénio Joaquim Lumingu, Sacerdote Redentorista; Ir. Domingas Ngueve, Provincial da Irmãs de S. José de Cluny e Ir. Aline Nsunda da Congregação das Filhas de Santa Ana. Depois da exposição dos temas debates e constatações a Assembléia chegou as seguintes recomendações e conclusões:
RECOMENDAÇÕES:
1ª Que haja um acompanhamento personalizado desde a formação inicial à permanente.
2ª Que a comunidade religiosa ajude a pessoa a crescer e a doar-se livremente a Deus.
3ª Que haja em todos os Institutos o compromisso de se formar para o sentido de pertença à Igreja, ao Instituto e a preocupação de manter vivo o carisma e a referência ao fundador(a)
4ª O acompanhante na formação inicial e permanente deve ser preparado para o efeito, pois nem todos podem acompanhar, mas todos precisam ser acompanhados.
5ª Que a formação à vida comunitária e ao sentindo de pertença, analise e tenha em conta a Globalização e os valores da cultura africana.
6ª Motivar as Congregações a enviarem membros para a Escola de formadores e Faculdade de Teologia.
CONCLUSÕES:
1ª Que os Institutos favoreçam oportunidades de Experiência de Deus Uno e Trino.
2ª Deixar-se guiar por uma espiritualidade que qualifique o nosso ser como consagradas (os).
3ª A formação inicial e permanente em vista da configuração com Cristo é uma prioridade que deve ser alicerçada sob a formação humana, cristã, comunitária, espiritual, intelectual sem carreirismo, pastoral e inculturada ao serviço do Evangelho.
4ª A vida fraterna em comunidade favorece o crescimento da identidade e consequentemente o sentido de pertença, por isso são indispensáveis cultivar os seguintes aspectos na formação inicial e permanente: Fidelidade a oração pessoal e comunitária; vivência dos sacramentos; a correcção fraterna; a caridade; a transparência o diálogo, a organização pessoal e comunitária, a humildade, o equilíbrio, a capacidade de perdão e reconciliação; espírito de sacrifício, abertura a universalidade, amor à Congregação, Capacidade de discernir, o conhecimento profundo da origem do Carisma; a coerência nos compromissos. Adesão a Cristo como fonte e fim da nossa Vocação e missão.
Luanda, 11 de Janeiro de 2014
POSTADO IR. MARIA JOSÉ FSA

FONTE RÁDIO ECCLESIA:  Vanda de carvalho



segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Relíquias de São Pedro marcam o encerramento do Ano da Fé      

DC| 24.11.2013| Em um gesto altamente simbólico durante o encerramento do Ano da Fé, o Papa Francisco, diante mais de 60 mil fiéis, segurou em suas mãos o relicário contendo os ossos venerados como os de São Pedro, o fundador da Igreja Católica.
A imagem do Papa de 76 anos, 265º sucessor de Pedro, totalmente concentrado, segurando firme em suas mãos o relicário de bronze enquanto recitava o Credo, foi um dos destaques da missa solene.
Numa manhã fria e úmida, diante de dezenas de milhares de seguidores em todo o mundo, ele encerrou o Ano da Fé, mostrando pela primeira vez as relíquias do apóstolo São Pedro ao público reunido na Praça São Pedro.
Pedro foi crucificado de cabeça para baixo entre os anos 64-70 no circo de Calígula, onde hoje se encontram os Jardins do Vaticano.
Os ossos foram encontrados durante as escavações em 1940, sob o pontificado de Pio XII, em uma necrópole localizada debaixo da basílica ao lado de um monumento construído no século 4 para homenagear aquele que é considerado o primeiro bispo de Roma.
Nenhum Papa testemunhou que os ossos eram autênticos. Mas testes científicos indicaram uma grande "probabilidade" de que eles são, de fato, os ossos do velho pescador da Galiléia, segundo o Papa Paulo VI em 1968.
Sobre o relicário está gravado em latim "Ex ossibus quae in Arcibasilicae Vaticanae hypogeo inventa Beati Petri Apostoli esse puntantur" ("Ossos encontrados na Basílica do Vaticano, que são considerados como os do bendito apóstolo Pedro").
Esta missa solene, com cânticos em latim, também foi a ocasião para a coleta de doações para as vítimas do tufão que devastou as Filipinas.
O Papa também leu sua primeira carta de Exortação Apostólica "Evangelii Gaudium" ("A Alegria do Evangelho"), a 36 bispos, sacerdotes e religiosos representantes de movimentos eclesiais, e a dois jornalistas e dois artistas, o escultor japonês Etsuro Sotoo e a pintora polonesa Anna Gulak.
Uma senhora cega também recebeu o documento em uma versão auditiva.
O documento deve ser mantido em segredo até terça-feira, e fontes do Vaticano sugerem um texto importante e denso: este é o primeiro texto do magistério totalmente escrito por Francisco, ao contrário da encíclica "Fidei Lumen", publicada em julho, que tinha sido em grande parte escrita por Bento XVI.
Em sua homilia, o Papa Francisco destacou a "centralidade de Cristo", "centro de criação, centro do povo, centro da história", "Senhor da reconciliação."
O Papa saudou os Patriarcas do Oriente: "A troca de paz com vocês quer expressar, antes de tudo, a gratidão do bispo de Roma em relação a essas comunidades que confessam o nome de Cristo com uma fidelidade exemplar, muitas vezes pagando um preço alto".
"Quero falar a todos os cristãos que vivem na Terra Santa, na Síria e em todo o Oriente, a fim de obter para todos o dom da paz".
Antes de descer no meio da multidão, Francisco pediu para que todos rezassem pelos "perseguidos por sua fé, e eles são tantos!"
Na véspera da primeira visita do presidente russo, Vladimir Putin, ao Vaticano, ele também reservou um pensamento para a Ucrânia, que "comemora o 80º aniversário do Holodomor, a grande fome provocada pelo regime comunista (de Stalin), que causou milhões de vítimas".
O Ano da Fé foi lançado em outubro de 2012 pelo Papa Bento XVI, quatro meses antes de sua renúncia, e deu origem a várias celebrações na Praça São Pedro. Desde então, cerca de 8,5 milhões de pessoas visitaram Roma, segundo o Vaticano.
Após a missa, muitas pessoas passaram a rezar nas Grutas do Vaticano, sob a basílica, diante do túmulo do primeiro apóstolo.

Ano da Fé na Diocese de Luena


Na solenidade de Cristo Rei, a diocese de Luena celebra o encerramento do ano da Fé e anúncio que será realizado o Sínodo  Diocesano.




sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Papa apela à confiança no «amanhã de Deus»


Papa Francisco, visitou nesta quarta feira o mosteiro das monjas camáldulas, em Roma, num dos últimos atos públicos associados ao Ano da Fé, e apelou à confiança no “amanhã de Deus”.
“Muitas vezes penso: sabemos esperar o amanhã de Deus ou queremos o hoje, hoje, hoje?”, perguntou Francisco, durante a celebração a que presidiu na igreja da comunidade.
A esperança, precisou o Papa, nutre-se de “escuta, de contemplação, de paciência, para que os tempos do Senhor amadureçam”.
A visita aconteceu na Jornada para a Vida Contemplativa (‘pro orantibus’), que se celebra todos os anos por ocasião da memória litúrgica da Apresentação de Maria no Templo.
Francisco apresentou como exemplo para os católicos a atitude de Maria, “presente em todos os momentos da história da salvação”.
“A única lâmpada acesa junto ao túmulo de Jesus era a esperança da mãe, que naquele momento era a esperança de toda a humanidade. Perguntou-me, e a vós também, se nos mosteiros ainda está acesa esta lâmpada”
O Papa destacou como atitude fundamental da Virgem Maria o “fazer a vontade de Deus” numa “abertura confiante ao futuro”, mesmo perante “dificuldades e surpresas”.
“Ela, mãe da esperança, sustenta-nos nos momentos de escuridão, de dificuldade, de desconforto, de aparente derrota ou de verdadeiras derrotas humanas”, acrescentou.
O Papa foi recebido pela abadessa do mosteiro, irmã Michela Porcellato, e seguiu para a capela onde estavam reunidas as 21 monjas da comunidade.
Francisco presidiu à celebração da oração de vésperas, segundo a regra das beneditinas camáldulas, a que se seguiu um momento de adoração eucarística.
Após a celebração, o Papa vai encontrar-se com as religiosas na sala capitular, antes de deixar o mosteiro e regressar ao Vaticano.
fonte: agência ecclesia

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Perante mais um massacre na Síria, cristãos estranham silêncio do mundo
Terça, 05 Novembro 2013  vanda de carvalho
 
“Pedimos socorro ao mundo, mas ninguém nos escutou.
Onde está a consciência cristã?
Onde está a consciência humana?
Onde estão os meus irmãos?”
                                         
Quase meia-centena de cristãos foram executados a sangue frio na vila de Sadad, na Síria, por islamitas que lutam contra o regime de Bashar al-Assad.
As diferentes igrejas cristãs da Síria estão unidas na condenação do mais recente episódio de violência contra os cristãos daquele país.
O massacre de pelo menos 45 cristãos teve lugar há cerca de quinze dias, mas apenas agora começam a surgir os detalhes.
O crime ocorreu na vila de Sadad, a cerca de 100 quilómetros de Damasco. A vila é quase exclusivamente cristã e tem uma população de cerca de 3000 pessoas.

Durante a semana de 21 de Outubro Sadad foi ocupada por milícias islamitas, que lutam contra o regime de Bashar al-Assad. Os rebeldes executaram pelo menos 45 cristãos a sangue frio e obrigaram milhares de outros a fugir da vila com apenas a roupa que traziam vestida.

Há relato ainda de 30 feridos e dez pessoas permanecem desaparecidas. Entre as vítimas encontra-se uma família composta por avós, filha e netos, entre os 90 e os 16 anos, todos estrangulados e lançados numa cisterna.

O arcebispo Selwanos Boutros Alnemeh, da Igreja Siro-Ortodoxa, presidiu ao funeral das vítimas e lançou uma pergunta ao mundo: “Pedimos socorro ao mundo, mas ninguém nos escutou. Onde está a consciência cristã? Onde está a consciência humana? Onde estão os meus irmãos?”

Para além das mortes que causaram, os rebeldes fizeram ainda graves estragos contra os edifícios e o património religioso da vila, que inclui igrejas e mosteiros multiseculares. As Forças Armadas acabaram por retomar a vila, permitindo que os civis regressassem às suas casas.

Os rebeldes que lutam contra o regime de Assad são compostos por vários grupos diferentes. Ao longo dos mais de dois anos e meio de revolta, as forças fundamentalistas têm ganho preponderância, aumentando paralelamente os actos de perseguição anticristãos.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

A Rep. Centro-Africana é um barril de pólvora”, afirma o Arcebispo de Bangui na ONU
                        
   
“A Rep. Centro-africana é um barril de pólvora”, adverte Presidente da Conferência Episcopal, Dom Dieudonné Nzapalainga, Arcebispo de Bangui, na vigília da sua audição em 21 de Outubro no Conselho para os Direitos Humanos da ONU em Genebra.
Dom Nzapalainga foi convidado para descrever a dramática situação humanitária na qual vive a população centro-africana.
Segundo um comunicado enviado à Agência Fides pela Caritas Internazionalis, Dom Nzapalainga fez alguns pedidos à ONU: a ampliação do papel da missão de paz da União Africana na Rep. Centro-Africana (MISCA), a fim de garantir melhores condições de segurança; o início de uma missão humanitária internacional; a criação de uma comissão eleitoral independente para organizar eleições críveis; e o início de investigações sobre crimes contra a humanidade por parte da Corte Penal Internacional.
O caos que se criou com a queda do antigo regime em Março deste ano, com a chegada ao poder dos rebeldes Seleka, continua a ter fortes consequências sobre a população. As vítimas mais vulneráveis são mulheres e jovens porque, afirma Dom Nzapalainga, “os casos de estupro são incalculáveis. As pessoas são mortas, as casas incendiadas e as mulheres estupradas pelos rebeldes”.
Segundo o Arcebispo, os efectivos dos rebeldes passaram de 3.500 pessoas em Março a 25.000 hoje, também através do recrutamento forçado de vários menores. Os rebeldes continuam ainda a receber constantes fornecimentos de armas, enquanto os civis estão se organizando em grupos de autodefesa dotados de armas improvisadas.
“A Rep. Centro-Africana é um barril de pólvora pronto a explodir”, acrescentou o Arcebispo.
Segundo Dom Nzapalainga, actualmente a área mais atingida é Bossangoa, a 300 km ao norte, onde 200 casas foram incendiadas e 37 mil pessoas buscam refúgio na missão católica local. As condições de vida dos deslocados são dramáticas: doenças, falta de higiene e escassez de alimentos provocam a morte de 4-5 pessoas por dia.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

“Estamos próximos a todos os missionários e missionárias, que trabalham muito sem fazer barulho, e dão a vida”



Qual é a missão da Igreja? Difundir em todo o mundo a chama da fé, que Jesus acendeu no mundo: a fé em Deus, que é Pai, Amor, Misericórdia. O método da missão cristã não é fazer proselitismo, mas o da chama compartilhada que aquece a alma. Agradeço a todos aqueles que, através da oração e da ajuda, concreta apoiam o trabalho missionário, em especial a preocupação do Bispo de Roma pela difusão do Evangelho. Neste dia estamos próximos a todos os missionários e missionárias, que trabalham muito sem fazer barulho, e dão a vida. Como a italiana Afra Martinelli, que trabalhou por muitos anos na Nigéria: dias atrás, foi assassinada num assalto; todos choraram, cristãos e muçulmanos. Era bem quista. Ela proclamou o Evangelho com a vida, com o trabalho que realizou, um centro de educação; assim espalhou a chama da fé, combateu o bom combate! Pensemos nessa nossa irmã e a saudemos com um aplauso, todos!”
 
Afra Martinelli nasceu em Civilerghe (Brescia-Itália) 78 anos atrás. Missionária leiga, não era ligada a nenhum instituto religioso, e estava na Nigéria há mais de trinta anos, onde fundou e dirigia o Centro Regina Mundi: uma escola de informática com anexo um colégio para jovens, em Ogwashi-Ukwu, na diocese de Issele-Uku. Na manhã de 27 de setembro, os seus colaboradores a encontraram em seu quarto, gravemente ferida na nuca com um facão, muito provavelmente numa tentativa de furto. Levada ao hospital mais próximo, morreu em 9 de outubro, depois de alguns dias de agonia.

Aprender a Envelhecer

De acordo com a professora do Instituto Berthier, Irmã Nilva Rosin, a Vida Consagrada  tem se preocupado em dar melhores condições de vida para os religiosos e religiosas idosas, mas a grande defasagem é que não há um programa de formação que os prepare para o envelhecimento. “Nós constatamos que cuidamos das nossas idosas e doentes. Temos as casas para as idosas nas nossas congregações, mas o atendimento que vem se fazendo é muito mais um cuidado da saúde. Nunca trabalhamos o envelhecimento como tema na formação na Vida Religiosa para aprendermos a envelhecer”.
 O coordenador provincial dos Missionários da Sagrada Família e professor no IFIBE de Passo Fundo, padre Júlio Werlang falou sobre a importância de refletir sobre o assunto.
 “Muitos dos nossos missionários estão em processo de envelhecimento. Vemos que o missionário quando está nessa etapa da vida precisa resignificar o seu modo de viver a missão, pois ele não pode mais estar na vida ativa, ou realizando tantas atividades e ações missionárias que até então ele realizava; por isso é importante compreender a missão nessa fase, para que ele continue em comunhão com a missão da Igreja e possa viver feliz”.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Morrem a cada dia 1.400 crianças com menos de 5 anos, devido à falta de água potável

Por causa da diarreia, causada pela falta de água potável e serviços de saúde, morrem a cada dia 1.400 crianças com menos de 5 anos de idade. Elas são a cada ano mais de 600 mil num total de mais de 1 milhão e 700 mil casos. A diarréia continua sendo a segunda principal causa de morte de crianças menores de 5 anos em todo o mundo.
 
Esse tipo de doença alimenta nas crianças a possibilidade de desnutrição crônica, com atraso no crescimento, bem como uma despesa enorme para a sociedade. Bastariam precauções simples para evitar a infecção, lavar as mãos com sabão antes de comer e depois de ir ao banheiro. É o que ensina o programa WASH do NICEF por ocasião da celebração do sexto Dia Mundial da Lavagem das Mãos.
As atividades previstas para o dia são todas voltadas para a promoção deste hábito e conscientizar as pessoas sobre a sua importância fundamental para a sobrevivência de crianças e para a saúde da comunidade em geral. Dentre os vários países do mundo, participam da iniciativa cerca de 5 milhões de crianças na Etiópia, irão aderir 3.300 escolas, com quase um milhão e quinhentas mil crianças no Iêmen, milhares de crianças em idade escolar no Vietnã, 450 escolas de ensino fundamental na Serra Leoa e 424 no Mali, 200 escolas em 50 comunidades na Gâmbia, 12 cidades na Indonésia e 22 centros educacionais em vários municípios da Bolívia.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

MENSAGEM DE SUA SANTIDADE PAPA FRANCISCO
PARA O DIA MUNDIAL DAS MISSÕES 2013
(20 DE OUTUBRO DE 2013)

Queridos irmãos e irmãs,
Este ano, a celebração do Dia Mundial das Missões tem lugar próximo da conclusão do Ano da Fé, ocasião importante para revigorarmos a nossa amizade com o Senhor e o nosso caminho como Igreja que anuncia, com coragem, o Evangelho. Nesta perspectiva, gostaria de propor algumas reflexões.
1. A fé é um dom precioso de Deus, que abre a nossa mente para O podermos conhecer e amar. Ele quer entrar em relação connosco, para nos fazer participantes da sua própria vida e encher plenamente a nossa vida de significado, tornando-a melhor e mais bela. Deus nos ama! Mas a fé pede para ser acolhida, ou seja, pede a nossa resposta pessoal, a coragem de nos confiarmos a Deus e vivermos o seu amor, agradecidos pela sua infinita misericórdia. Trata-se de um dom que não está reservado a poucos, mas é oferecido a todos com generosidade: todos deveriam poder experimentar a alegria de se sentirem amados por Deus, a alegria da salvação. E é um dom que não se pode conservar exclusivamente para si mesmo, mas deve ser partilhado; se o quisermos conservar apenas para nós mesmos, tornamo-nos cristãos isolados, estéreis e combalidos. O anúncio do Evangelho é um dever que brota do próprio ser discípulo de Cristo e um compromisso constante que anima toda a vida da Igreja. «O ardor missionário é um sinal claro da maturidade de uma comunidade eclesial» (Bento XVI, Exort. ap. Verbum Domini, 95). Toda a comunidade é «adulta», quando professa a fé, celebra-a com alegria na liturgia, vive a caridade e anuncia sem cessar a Palavra de Deus, saindo do próprio recinto para levá-la até às «periferias», sobretudo a quem ainda não teve a oportunidade de conhecer Cristo. A solidez da nossa fé, a nível pessoal e comunitário, mede-se também pela capacidade de a comunicarmos a outros, de a espalharmos, de a vivermos na caridade, de a testemunharmos a quantos nos encontram e partilham connosco o caminho da vida.
2. Celebrado cinquenta anos depois do início do Concílio Vaticano II, este Ano da Fé serve de estímulo para a Igreja inteira adquirir uma renovada consciência da sua presença no mundo contemporâneo, da sua missão entre os povos e as nações. A missionariedade não é questão apenas de territórios geográficos, mas de povos, culturas e indivíduos, precisamente porque os «confins» da fé não atravessam apenas lugares e tradições humanas, mas o coração de cada homem e mulher. O Concílio Vaticano II pôs em evidência de modo especial como seja próprio de cada baptizado e de todas as comunidades cristãs o dever missionário, o dever de alargar os confins da fé: «Como o Povo de Deus vive em comunidades, sobretudo diocesanas e paroquiais, e é nelas que, de certo modo, se torna visível, pertence a estas dar também testemunho de Cristo perante as nações» (Decr. Ad gentes, 37). Por isso, cada comunidade é interpelada e convidada a assumir o mandato, confiado por Jesus aos Apóstolos, de ser suas «testemunhas em Jerusalém, por toda a Judeia e Samaria e até aos confins do mundo» (Act 1, 8); e isso, não como um aspecto secundário da vida cristã, mas um aspecto essencial: todos somos enviados pelas estradas do mundo para caminhar com os irmãos, professando e testemunhando a nossa fé em Cristo e fazendo-nos arautos do seu Evangelho. Convido os bispos, os presbíteros, os conselhos presbiterais e pastorais, cada pessoa e grupo responsável na Igreja a porem em relevo a dimensão missionária nos programas pastorais e formativos, sentindo que o próprio compromisso apostólico não é completo, se não incluir o propósito de «dar também testemunho perante as nações», perante todos os povos. Mas a missionariedade não é apenas uma dimensão programática na vida cristã; é também uma dimensão paradigmática, que diz respeito a todos os aspectos da vida cristã.
3. Com frequência, os obstáculos à obra de evangelização encontram-se, não no exterior, mas dentro da própria comunidade eclesial. Às vezes, estão relaxados o fervor, a alegria, a coragem, a esperança de anunciar a todos a Mensagem de Cristo e ajudar os homens do nosso tempo a encontrá-Lo. Por vezes há ainda quem pense que levar a verdade do Evangelho seja uma violência à liberdade. A propósito, são iluminantes estas palavras de Paulo VI: «Seria certamente um erro impor qualquer coisa à consciência dos nossos irmãos. Mas propor a essa consciência a verdade evangélica e a salvação em Jesus Cristo, com absoluta clareza e com todo o respeito pelas opções livres que essa consciência fará (...), é uma homenagem a essa liberdade» (Exort. ap. Evangelii nuntiandi, 80). Devemos sempre ter a coragem e a alegria de propor, com respeito, o encontro com Cristo e de nos fazermos portadores do seu Evangelho; Jesus veio ao nosso meio para nos indicar o caminho da salvação e confiou, também a nós, a missão de a fazer conhecer a todos, até aos confins do mundo. Com frequência, vemos que a violência, a mentira, o erro é que são colocados em evidência e propostos. É urgente fazer resplandecer, no nosso tempo, a vida boa do Evangelho pelo anúncio e o testemunho, e isso dentro da Igreja. Porque, nesta perspectiva, é importante não esquecer jamais um princípio fundamental para todo o evangelizador: não se pode anunciar Cristo sem a Igreja. Evangelizar nunca é um acto isolado, individual, privado, mas sempre eclesial. Paulo VI escrevia que, «quando o mais obscuro dos pregadores, dos catequistas ou dos pastores, no rincão mais remoto, prega o Evangelho, reúne a sua pequena comunidade, ou administra um sacramento, mesmo sozinho, ele perfaz um acto de Igreja». Ele não age «por uma missão pessoal que se atribuísse a si próprio, ou por uma inspiração pessoal, mas em união com a missão da Igreja e em nome da mesma» (ibid., 60). E isto dá força à missão e faz sentir a cada missionário e evangelizador que nunca está sozinho, mas é parte de um único Corpo animado pelo Espírito Santo.
4. Na nossa época, a difusa mobilidade e a facilidade de comunicação através dos novos mídias misturaram entre si os povos, os conhecimentos e as experiências. Por motivos de trabalho, há famílias inteiras que se deslocam de um continente para outro; os intercâmbios profissionais e culturais, assim como o turismo e fenómenos análogos impelem a um amplo movimento de pessoas. Às vezes, resulta difícil até mesmo para as comunidades paroquiais conhecer, de modo seguro e profundo, quem está de passagem ou quem vive estavelmente no território. Além disso, em áreas sempre mais amplas das regiões tradicionalmente cristãs, cresce o número daqueles que vivem alheios à fé, indiferentes à dimensão religiosa ou animados por outras crenças. Não raro, alguns baptizados fazem opções de vida que os afastam da fé, tornando-os assim carecidos de uma «nova evangelização». A tudo isso se junta o facto de que larga parte da humanidade ainda não foi atingida pela Boa Nova de Jesus Cristo. Ademais vivemos num momento de crise que atinge vários sectores da existência, e não apenas os da economia, das finanças, da segurança alimentar, do meio ambiente, mas também os do sentido profundo da vida e dos valores fundamentais que a animam. A própria convivência humana está marcada por tensões e conflitos, que provocam insegurança e dificultam o caminho para uma paz estável. Nesta complexa situação, onde o horizonte do presente e do futuro parecem atravessados por nuvens ameaçadoras, torna-se ainda mais urgente levar corajosamente a todas as realidades o Evangelho de Cristo, que é anúncio de esperança, de reconciliação, de comunhão, anúncio da proximidade de Deus, da sua misericórdia, da sua salvação, anúncio de que a força de amor de Deus é capaz de vencer as trevas do mal e guiar pelo caminho do bem. O homem do nosso tempo necessita de uma luz segura que ilumine a sua estrada e que só o encontro com Cristo lhe pode dar. Com o nosso testemunho de amor, levemos a este mundo a esperança que nos dá a fé! A missionariedade da Igreja não é proselitismo, mas testemunho de vida que ilumina o caminho, que traz esperança e amor. A Igreja – repito mais uma vez – não é uma organização assistencial, uma empresa, uma ONG, mas uma comunidade de pessoas, animadas pela acção do Espírito Santo, que viveram e vivem a maravilha do encontro com Jesus Cristo e desejam partilhar esta experiência de profunda alegria, partilhar a Mensagem de salvação que o Senhor nos trouxe. É justamente o Espírito Santo que guia a Igreja neste caminho.
5. Gostaria de encorajar a todos para que se façam portadores da Boa Nova de Cristo e agradeço, de modo especial, aos missionários e às missionárias, aos presbíteros fidei donum, aos religiosos e às religiosas, aos fiéis leigos – cada vez mais numerosos – que, acolhendo a chamada do Senhor, deixaram a própria pátria para servir o Evangelho em terras e culturas diferentes. Mas queria também sublinhar como as próprias Igrejas jovens se estão empenhando generosamente no envio de missionários às Igrejas que se encontram em dificuldade – não raro Igrejas de antiga cristandade – levando assim o vigor e o entusiasmo com que elas mesmas vivem a fé que renova a vida e dá esperança. Viver com este fôlego universal, respondendo ao mandato de Jesus «ide, pois, fazei discípulos de todos os povos» (Mt 28, 19), é uma riqueza para cada Igreja particular, para cada comunidade; e dar missionários nunca é uma perda, mas um ganho. Faço apelo, a todos aqueles que sentem esta chamada, para que correspondam generosamente à voz do Espírito, segundo o próprio estado de vida, e não tenham medo de ser generosos com o Senhor. Convido também os bispos, as famílias religiosas, as comunidades e todas as agregações cristãs a apoiarem, com perspicácia e cuidadoso discernimento, a vocação missionária ad gentes e a ajudarem as Igrejas que precisam de sacerdotes, de religiosos e religiosas e de leigos para revigorar a comunidade cristã. E a mesma atenção deveria estar presente entre as Igrejas que fazem parte de uma Conferência Episcopal ou de uma Região: é importante que as Igrejas mais ricas de vocações ajudem, com generosidade, aquelas que padecem a sua escassez.
Ao mesmo tempo exorto os missionários e as missionárias, especialmente os presbíteros fidei donum e os leigos, a viverem com alegria o seu precioso serviço nas Igrejas aonde foram enviados e a levarem a sua alegria e esperança às Igrejas donde provêm, recordando como Paulo e Barnabé, no final da sua primeira viagem missionária, «contaram tudo o que Deus fizera com eles e como abrira aos pagãos a porta da fé» (Act 14, 27). Eles podem assim tornar-se caminho para uma espécie de «restituição» da fé, levando o vigor das Igrejas jovens às Igrejas de antiga cristandade a fim de que estas reencontrem o entusiasmo e a alegria de partilhar a fé, numa permuta que é enriquecimento recíproco no caminho de seguimento do Senhor.
A solicitude por todas as Igrejas, que o Bispo de Roma partilha com os irmãos Bispos, encontra uma importante aplicação no empenho das Obras Missionárias Pontifícias, cuja finalidade é animar e aprofundar a consciência missionária de cada baptizado e de cada comunidade, seja apelando à necessidade de uma formação missionária mais profunda de todo o Povo de Deus, seja alimentando a sensibilidade das comunidades cristãs para darem a sua ajuda a favor da difusão do Evangelho no mundo.
Por fim, o meu pensamento vai para os cristãos que, em várias partes do mundo, encontram dificuldade em professar abertamente a própria fé e ver reconhecido o direito a vivê-la dignamente. São nossos irmãos e irmãs, testemunhas corajosas – ainda mais numerosas do que os mártires nos primeiros séculos – que suportam com perseverança apostólica as várias formas actuais de perseguição. Não poucos arriscam a própria vida para permanecer fiéis ao Evangelho de Cristo. Desejo assegurar que estou unido, pela oração, às pessoas, às famílias e às comunidades que sofrem violência e intolerância, e repito-lhes as palavras consoladoras de Jesus: «Tende confiança, Eu já venci o mundo» (Jo 16, 33).
Bento XVI exortava: «Que "a Palavra do Senhor avance e seja glorificada" (2 Ts 3, 1)! Possa este Ano da Fé tornar cada vez mais firme a relação com Cristo Senhor, dado que só n'Ele temos a certeza para olhar o futuro e a garantia dum amor autêntico e duradouro» (Carta ap. Porta fidei, 15). Tais são os meus votos para o Dia Mundial das Missões deste ano. Abençoo de todo o coração os missionários e as missionárias e todos aqueles que acompanham e apoiam este compromisso fundamental da Igreja para que o anúncio do Evangelho possa ressoar em todos os cantos da terra e nós, ministros do Evangelho e missionários, possamos experimentar «a suave e reconfortante alegria de evangelizar» (Paulo VI, Exort. ap. Evangelii nuntiandi, 80).
Vaticano, 19 de Maio - Solenidade de Pentecostes – de 2013.

FRANCISCO

sexta-feira, 27 de setembro de 2013


Cientistas da ONU culpam mais claramente o homem por aquecimento global
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
Importantes cientistas do clima disseram nesta sexta-feira que há mais certeza do que nunca que a atividade humana é a principal responsável pelo aquecimento global, e alertaram que o impacto das emissões de gases do efeito estufa pode durar séculos.

O relatório do Painel Integovernamental para Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) minimiza a desaceleração do aquecimento nos últimos 15 anos, argumentando que há variações naturais que mascaram a tendência de aquecimento no longo prazo. O texto diz que a Terra deve esquentar ainda mais e enfrentar mais ondas de calor, inundações, secas e elevação do nível dos mares à medida que os gases do efeito estufa se acumulam na atmosfera. Os oceanos se tornariam mais ácidos, numa ameaça à vida marinha.
 "É extremamente provável que a influência humana seja a causa dominante para o aquecimento observado desde meados do século 20", disse o sumário divulgado após uma semana de discussões em Estocolmo. O texto deve servir para amparar decisões de gestores públicos na migração dos combustíveis fósseis para as energias mais limpas. "Extremamente provável" significa uma probabilidade de pelo menos 95 por cento.
No relatório anterior, de 2007, essa probabilidade era calculada em 90 por cento, e em 2001 era de 66 por cento. O relatório, compilado a partir do trabalho de centenas de cientistas, enfrentará escrutínio extra neste ano, já que o relatório de 2007 incluiu um erro que exagerava o ritmo de degelo dos glaciares do Himalaia. Uma revisão externa posterior concluiu que o erro não afetava as conclusões principais. Céticos que questionam as provas da ação humana no aquecimento e a necessidade de ações urgentes ficaram animados com o fato de as temperaturas terem subido mais lentamente nos últimos anos, apesar do aumento nas emissões de gases do efeito estufa.
O IPCC reiterou em relação a 2007 que o aquecimento é uma tendência "inequívoca", e disse que alguns efeitos durarão por muitas gerações.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

BISPOS APELAM CONTRA O PERIGO DO ABORTO EM COMUNICADO NO FIM DO RETIRO

22-09-2013 COMUNICADO

Reunidos no Lubango, por ocasião do seu retiro espiritual anual, os BISPOS CATÓLICOS DE ANGOLA tiveram conhecimento da retomada da discussão sobre a  despenalização do aborto. Sobre este  assunto, a CEAST já tornou clara a sua posição, nas mensagens de 18 de Novembro de 2011, sob o título de O inviolável direito à vida, e de 02 de Março de 2013, intitulada: A Igreja ao serviço da vida . Dada, porém, a gravidade deste problema, chamamos a atenção dos cristãos e dos Angolanos, em geral, sobre os seguintes pontos:
1.    O aborto é contra a Lei Divina, porque a vida pertence a Deus, Seu Absoluto Autor e Senhor (cf. Ex. 20,13). Por isso, nenhuma criatura se pode arrogar o direito de suprimi-la sob qualquer pretexto.
2.    O aborto é contra a nossa identidade cultural. Por isso, tudo o que pretenda legitimá-lo sob o eufemismo de despenalização, constitui desprezo pelos valores fundamentais da sociedade angolana, na diversidade dos seus povos.
3.    Lembramos que a eventual despenalização do aborto constituiria um atentado real à segurança nacional, à soberania e à nossa sobrevivência como povo.
4.    Parece-nos gravemente contraditório que, num passado bastante recente, tenhamos exultado de alegria por a nossa Constituição ter abolido a pena de morte, e que agora paire no horizonte pátrio a legalização da morte de inocentes, mascarada sob o nome de despenalização do aborto ou de direito de saúde reprodutiva da mulher.
5.    Parece que perdemos a memória histórica:  o tráfico dos escravos, as tristes guerras de conquista, agravadas pelas, felizmente, já passadas guerras fratricidas, tudo isto engendrou a cultura de morte e despovoou drasticamente o nosso País. Isto devia unir-nos na defesa e promoção da vida.
Exortamos, novamente, os cristãos e a quantos amam a vida e por ela trabalham, a não apoiarem projectos e leis contrários à cultura da vida.
À Virgem Maria, Mama Muxima, que acolheu Jesus Cristo, o Filho de Deus, no seu ventre virginal, pedimos que nos ajude a defender a vida, sobretudo a dos frágeis e indefesos.

            Lubango, aos 21 de Setembro de 2013.
                Os Bispos Católicos de Angola

domingo, 8 de setembro de 2013

A busca pela paz é um longo caminho que exige paciência e perseverança!

 
CHAMADA
Queria agradecer a todos aqueles que, de vários modos, aderiram à vigília de oração e de jejum de ontem de noite. Agradeço as várias pessoas que ofereceram os seus sofrimentos por esta intenção. Agradeço as autoridades civis, bem como os membros de outras comunidades cristãs e de outras religiões e os homens e mulheres de boa vontade que viveram, nessa circunstância, momentos de oração, jejum e reflexão.
Mas o compromisso deve seguir adiante: continuemos com a oração e com as obras de paz! Convido-vos a continuar a rezar para que cesse imediatamente a violência e a devastação na Síria e se trabalhe com um esforço renovado por uma justa solução do conflito fraticida. Rezemos também pelos outros países do Oriente Médio, particularmente pelo Líbano, para que encontre a desejada estabilidade e continue a ser um modelo de convivência; pelo Iraque, para que a violência sectária dê lugar à reconciliação; pelo processo de paz entre israelenses e palestinos, para que possa avançar com decisão e coragem. E rezemos pelo Egito, para que todos os egípcios, muçulmanos e cristãos, se comprometam em construir juntos uma sociedade para o bem de toda a população.
A busca pela paz é um longo caminho que exige paciência e perseverança!
Papa Francisco

sábado, 7 de setembro de 2013

...abre-te ao diálogo, à reconciliação: olha a dor do teu irmão.


Papa Francisco reza por pas na Síria em celebração neste sábado (7) no Vaticano (Foto: Filippo Monteforte/AFP)
«Deus viu que isso era bom» (Gn 1,12.18.21.25). A narração bíblica da origem do mundo e da humanidade nos fala de Deus que olha a criação, quase a contemplando, e repete uma e outra vez: isso é bom. Isso, queridos irmãos e irmãs, nos permite entrar no coração de Deus e recebermos a sua mensagem que procede precisamente do seu íntimo.
Podemos nos perguntar: qual é o significado desta mensagem? O que diz esta mensagem para mim, para ti, para todos nós?
1. Simplesmente nos diz que o nosso mundo, no coração e na mente de Deus, é “casa de harmonia e de paz” e espaço onde todos podem encontrar o seu lugar e sentir-se “em casa”, porque é “isso é bom”. Toda a criação constitui um conjunto harmonioso, bom, mas os seres humanos em particular, criados à imagem e semelhança de Deus, formam uma única família, em que as relações estão marcadas por uma fraternidade real e não simplesmente de palavra: o outro e a outra são o irmão e a irmã que devemos amar, e a relação com Deus, que é amor, fidelidade, bondade, se reflete em todas as relações humanas e dá harmonia para toda a criação. O mundo de Deus é um mundo onde cada um se sente responsável pelo outro, pelo bem do outro. Esta noite, na reflexão, no jejum, na oração, cada um de nós, todos nós pensamos no profundo de nós mesmos: não é este o mundo que eu desejo? Não é este o mundo que todos levamos no coração? O mundo que queremos não é um mundo de harmonia e de paz, em nós mesmos, nas relações com os outros, nas famílias, nas cidades, nas e entre as nações? E a verdadeira liberdade para escolher entre os caminhos a serem percorridos neste mundo, não é precisamente aquela que está orientada pelo bem de todos e guiada pelo amor?
Fieis fazem vigília por paz na Síria no Vaticano (Foto: Filippo Monteforte/AFP)2. Mas perguntemo-nos agora: é este o mundo em que vivemos? A criação conserva a sua beleza que nos enche de admiração; ela continua a ser uma obra boa. Mas há também “violência, divisão, confronto, guerra”. Isto acontece quando o homem, vértice da criação, perde de vista o horizonte da bondade e da beleza, e se fecha no seu próprio egoísmo.
Quando o homem pensa só em si mesmo, nos seus próprios interesses e se coloca no centro, quando se deixa fascinar pelos ídolos do domínio e do poder, quando se coloca no lugar de Deus, então deteriora todas as relações, arruína tudo; e abre a porta à violência, à indiferença, ao conflito. É justamente isso o que nos quer explicar o trecho do Gênesis em que se narra o pecado do ser humano: o homem entra em conflito consigo mesmo, percebe que está nu e se esconde porque sente medo (Gn 3, 10); sente medo do olhar de Deus; acusa a mulher, aquela que é carne da sua carne (v. 12); quebra a harmonia com a criação, chega a levantar a mão contra o seu irmão para matá-lo. Podemos dizer que da harmonia se passa à desarmonia? Mas, podemos dizer isso: que da harmonia se passa à desarmonia? Não. Não existe a “desarmonia”: ou existe harmonia ou se cai no caos, onde há violência, desavença, confronto, medo...
È justamente nesse caos que Deus pergunta à consciência do homem: «Onde está o teu irmão Abel?». E Caim responde «Não sei. Acaso sou o guarda do meu irmão?» (Gn 4, 9). Esta pergunta também se dirige a nós, assim que também a nós fará bem perguntar:
- Acaso sou o guarda do meu irmão? Sim, tu és o guarda do teu irmão! Ser pessoa significa sermos guardas uns dos outros! Contudo, quando se quebra a harmonia, se produz uma metamorfose: o irmão que devíamos guardar e amar se transforma em adversário a combater, a suprimir. Quanta violência surge a partir deste momento, quantos conflitos, quantas guerras marcaram a nossa história! Basta ver o sofrimento de tantos irmãos e irmãs. Não se trata de algo conjuntural, mas a verdade é esta: em toda violência e em toda guerra fazemos Caim renascer. Todos nós! E ainda hoje prolongamos esta história de confronto entre os irmãos, ainda hoje levantamos a mão contra quem é nosso irmão. Ainda hoje nos deixamos guiar pelos ídolos, pelo egoísmo, pelos nossos interesses; e esta atitude se faz mais aguda: aperfeiçoamos nossas armas, nossa consciência adormeceu, tornamos mais sutis as nossas razões para nos justificar. Como fosse uma coisa normal, continuamos a semear destruição, dor, morte! A violência e a guerra trazem somente morte, falam de morte! A violência e a guerra têm a linguagem da morte!
7/9 - Homem segura bandeira da paz durante vigília pela Síria na Praça de São Pedro, no Vaticano (Foto: AP)Depois do Dilúvio, cessou a chuva, surge o arco-íris e a pomba traz um ramo de oliveira. Penso também hoje naquela oliveira que os representantes das diversas religiões plantamos em Buenos Aires, na Praça de Maio, no ano 2000, pedindo que não haja mais caos, pedindo que não haja mais guerra, pedindo paz.
3. E neste ponto, me pergunto: É possível percorrer o caminho da paz? Podemos sair desta espiral de dor e de morte? Podemos aprender de novo a caminhar e percorrer o caminho da paz? Invocando a ajuda de Deus, sob o olhar materno da Salus Populi romani, Rainha da paz, quero responder: Sim, é possível para todos! Esta noite queria que de todos os cantos da terra gritássemos: Sim, é possível para todos! E mais ainda, queria que cada um de nós, desde o menor até o maior, inclusive aqueles que estão chamados a governar as nações, respondesse: - Sim queremos! A minha fé cristã me leva a olhar para a Cruz. Como eu queria que, por um momento, todos os homens e mulheres de boa vontade olhassem para a Cruz! Na cruz podemos ver a resposta de Deus: ali à violência não se respondeu com violência, à morte não se respondeu com a linguagem da morte. No silêncio da Cruz se cala o fragor das armas e fala a linguagem da reconciliação, do perdão, do diálogo, da paz. Queria pedir ao Senhor, nesta noite, que nós cristãos e os irmãos de outras religiões, todos os homens e mulheres de boa vontade gritassem com força: a violência e a guerra nunca são o caminho da paz! Que cada um olhe dentro da própria consciência e escute a palavra que diz: sai dos teus interesses que atrofiam o teu coração, supera a indiferença para com o outro que torna o teu coração insensível, vence as tuas razões de morte e abre-te ao diálogo, à reconciliação: olha a dor do teu irmão – penso nas crianças: somente nelas... olha a dor do teu irmão, e não acrescentes mais dor, segura a tua mão, reconstrói a harmonia perdida; e isso não com o confronto, mas com o encontro! Que acabe o barulho das armas! A guerra sempre significa o fracasso da paz, é sempre uma derrota para a humanidade. Ressoem mais uma vez as palavras de Paulo VI: «Nunca mais uns contra os outros, não mais, nunca mais... Nunca mais a guerra, nunca mais a guerra! (Discurso às Nações Unidas, 4 de outubro de 1965: ASS 57 [1965], 881). «A paz se afirma somente com a paz; e a paz não separada dos deveres da justiça, mas alimentada pelo próprio sacrifício, pela clemência, pela misericórdia, pela caridade» (Mensagem para o Dia Mundial da Paz, de 1976: ASS 67 [1975], 671). Irmãos e irmãs, perdão, diálogo, reconciliação são as palavras da paz: na amada nação síria, no Oriente Médio, em todo o mundo! Rezemos, nesta noite, pela reconciliação e pela paz, e nos tornemos todos, em todos os ambientes, em homens e mulheres de reconciliação e de paz. Assim seja.
 

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

...Abandonem toda vã pretensão de uma solução militar.

Papa pede ao G-20 para que busque uma solução pacífica na Síria
                     
PapaPaz“Sem paz não há nenhum tipo de desenvolvimento econômico”, afirmou o papa Francisco em uma mensagem enviada ao presidente da Federação Russa, Vladmiri Putin, que nestes dias, em São Petersburgo, preside a reunião do G-20, grupo de países das economias mais emergentes do mundo. O papa chamou a atenção para os conflitos armados. “Um quadro dramático de miséria, fome, enfermidade e morte”, explicou.
Disse que, apesar da reunião não ter como principal objetivo a segurança internacional, o G-20 não pode deixar de refletir sobre a situação do Oriente Médio, especialmente da Síria. “Infelizmente, dói constatar que demasiados interesses prevaleceram desde o começo do conflito sírio, impedindo encontrar uma solução que evitasse o inútil massacre do qual somos testemunhas”, lamentou.
O papa pediu aos líderes dos países do G- 20 para que não permaneçam inertes com relação ao drama que vive a Síria. “Lanço um apelo urgente para que ajudem a encontrar formas de superar os diferentes contrastes e abandonem toda vã pretensão de uma solução militar. Isto é, em vez disso, um novo compromisso de buscar, com coragem e determinação, uma solução pacífica por meio do diálogo e da negociação entre as partes interessadas, com o apoio unânime da comunidade internacional”, clamou.
Segundo o papa Francisco, “a economia mundial crescerá à medida em que seja capaz de permitir uma vida digna a todos os seres humanos, desde os anciãos às crianças, ainda que no seio materno; não somente aos cidadãos dos países membros do G20, mas a cada habitante da terra, inclusive os que se encontram em situações sociais mais difíceis ou nos lugares mais remotos”.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Dia 7 de Setembro - Oração e jejum pela Paz na Síria e no mundo inteiro.

Hoje, queridos irmãos e irmãs,
queria fazer-me intérprete do grito que se eleva, com crescente angústia, em todos os cantos da terra, em todos os povos, em cada coração, na única grande família que é a humanidade: o grito da paz! É um grito que diz com força: queremos um mundo de paz, queremos ser homens e mulheres de paz, queremos que nesta nossa sociedade, dilacerada por divisões e conflitos, possa irromper a paz! Nunca mais a guerra! Nunca mais a guerra! A paz é um dom demasiado precioso, que deve ser promovido e tutelado.
Vivo com particular sofrimento e com preocupação as várias situações de conflito que existem na nossa terra; mas, nestes dias, o meu coração ficou profundamente ferido por aquilo que está acontecendo na Síria, e fica angustiado pelos desenvolvimentos dramáticos que se preanunciam.
Dirijo um forte Apelo pela paz, um Apelo que nasce do íntimo de mim mesmo! Quanto sofrimento, quanta destruição, quanta dor causou e está causando o uso das armas naquele país atormentado, especialmente entre a população civil e indefesa! Pensemos em quantas crianças não poderão ver a luz do futuro! Condeno com uma firmeza particular o uso das armas químicas! Ainda tenho gravadas na mente e no coração as imagens terríveis dos dias passados! Existe um juízo de Deus e também um juízo da história sobre as nossas ações aos quais não se pode escapar! O uso da violência nunca conduz à paz. Guerra chama mais guerra, violência chama mais violência.
Com todas as minhas forças, peço às partes envolvidas no conflito que escutem a voz da sua consciência, que não se fechem nos próprios interesses, mas que olhem para o outro como um irmão e que assumam com coragem e decisão o caminho do encontro e da negociação, superando o confronto cego. Com a mesma força, exorto também a Comunidade Internacional a fazer todo o esforço para promover, sem mais demora, iniciativas claras a favor da paz naquela nação, baseadas no diálogo e na negociação, para o bem de toda a população síria.
Que não se poupe nenhum esforço para garantir a ajuda humanitária às vítimas deste terrível conflito, particularmente os deslocados no país e os numerosos refugiados nos países vizinhos. Que os agentes humanitários, dedicados a aliviar os sofrimentos da população, tenham garantida a possibilidade de prestar a ajuda necessária.
O que podemos fazer pela paz no mundo? Como dizia o Papa João XXIII, a todos corresponde a tarefa de estabelecer um novo sistema de relações de convivência baseados na justiça e no amor (cf. Pacem in terris, [11 de abril de 1963]: AAS 55 [1963], 301-302).
Possa uma corrente de compromisso pela paz unir todos os homens e mulheres de boa vontade! Trata-se de um forte e premente convite que dirijo a toda a Igreja Católica, mas que estendo a todos os cristãos de outras confissões, aos homens e mulheres de todas as religiões e também àqueles irmãos e irmãs que não creem: a paz é um bem que supera qualquer barreira, porque é um bem de toda a humanidade.
Repito em alta voz: não é a cultura do confronto, a cultura do conflito, aquela que constrói a convivência nos povos e entre os povos, mas sim esta: a cultura do encontro, a cultura do diálogo: este é o único caminho para a paz.
Que o grito da paz se erga alto para que chegue até o coração de cada um, e que todos abandonem as armas e se deixem guiar pelo desejo de paz.
Por isso, irmãos e irmãs, decidi convocar para toda a Igreja, no próximo dia 7 de setembro, véspera da Natividade de Maria, Rainha da Paz, um dia de jejum e de oração pela paz na Síria, no Oriente Médio, e no mundo inteiro, e convido também a unir-se a esta iniciativa, no modo que considerem mais oportuno, os irmãos cristãos não católicos, aqueles que pertencem a outras religiões e os homens de boa vontade.
No dia 7 de setembro, na Praça de São Pedro, aqui, das 19h00min até as 24h00min, nos reuniremos em oração e em espírito de penitência para invocar de Deus este grande dom para a amada nação síria e para todas as situações de conflito e de violência no mundo. A humanidade precisa ver gestos de paz e escutar palavras de esperança e de paz! Peço a todas as Igrejas particulares que, além de viver este dia de jejum, organizem algum ato litúrgico por esta intenção.
Peçamos a Maria que nos ajude a responder à violência, ao conflito e à guerra com a força do diálogo, da reconciliação e do amor. Ela é mãe: que Ela nos ajude a encontrar a paz; todos nós somos seus filhos! Ajudai-nos, Maria, a superar este momento difícil e a nos comprometer a construir, todos os dias e em todo lugar, uma autêntica cultura do encontro e da paz. Maria, Rainha da paz, rogai por nós!
 
Papa Francisco.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Juventude Missionária em Kamanongue

A juventude missionária de Kamanongue vem realizando diversas atividades nas aldeias da paróquia: catequese, evangelização e campanha de reconstrução das capelas.