quarta-feira, 12 de março de 2014

Te acolhemos com amor


A Delegação São Francisco de Assis em Angola,
acolhe com Fé, Esperança e Alegria a nova delegada.
Irmã Ana Lenice
Seja Bem Vinda em nosso meio.
Obrigada pelo seu Generoso SIM.

Repasse da Assembléia


Tempo de Graça!
Dias vividos na oração, partilhas, convivência e aprofundamento do nosso Rosto Renovado. Assessorado por Irmã Ana Elena Navarro.
 
 


terça-feira, 11 de março de 2014

MENSAGEM DO SANTO PADRE FRANCISCO
 PARA A QUARESMA DE 2014

Fez-Se pobre, para nos enriquecer com a sua pobreza(cf. 2 Cor 8, 9)

Queridos irmãos e irmãs!
Por ocasião da Quaresma, ofereço-vos algumas reflexões com a esperança de que possam servir para o caminho pessoal e comunitário de conversão. Como motivo inspirador tomei a seguinte frase de São Paulo: «Conheceis bem a bondade de Nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, Se fez pobre por vós, para vos enriquecer com a sua pobreza» (2 Cor 8, 9). O Apóstolo escreve aos cristãos de Corinto encorajando-os a serem generosos na ajuda aos fiéis de Jerusalém que passam necessidade. A nós, cristãos de hoje, que nos dizem estas palavras de São Paulo? Que nos diz, hoje, a nós, o convite à pobreza, a uma vida pobre em sentido evangélico?
A graça de Cristo
Tais palavras dizem-nos, antes de mais nada, qual é o estilo de Deus. Deus não Se revela através dos meios do poder e da riqueza do mundo, mas com os da fragilidade e da pobreza: «sendo rico, Se fez pobre por vós». Cristo, o Filho eterno de Deus, igual ao Pai em poder e glória, fez-Se pobre; desceu ao nosso meio, aproximou-Se de cada um de nós; despojou-Se, «esvaziou-Se», para Se tornar em tudo semelhante a nós (cf. Fil 2, 7; Heb 4, 15). A encarnação de Deus é um grande mistério. Mas, a razão de tudo isso é o amor divino: um amor que é graça, generosidade, desejo de proximidade, não hesitando em doar-Se e sacrificar-Se pelas suas amadas criaturas. A caridade, o amor é partilhar, em tudo, a sorte do amado. O amor torna semelhante, cria igualdade, abate os muros e as distâncias. Foi o que Deus fez connosco. Na realidade, Jesus «trabalhou com mãos humanas, pensou com uma inteligência humana, agiu com uma vontade humana, amou com um coração humano. Nascido da Virgem Maria, tornou-Se verdadeiramente um de nós, semelhante a nós em tudo, excepto no pecado» (Conc. Ecum. Vat. II, Const. past. Gaudium et spes, 22).
A finalidade de Jesus Se fazer pobre não foi a pobreza em si mesma, mas – como diz São Paulo – «para vos enriquecer com a sua pobreza». Não se trata dum jogo de palavras, duma frase sensacional. Pelo contrário, é uma síntese da lógica de Deus: a lógica do amor, a lógica da Encarnação e da Cruz. Deus não fez cair do alto a salvação sobre nós, como a esmola de quem dá parte do próprio supérfluo com piedade filantrópica. Não é assim o amor de Cristo! Quando Jesus desce às águas do Jordão e pede a João Baptista para O baptizar, não o faz porque tem necessidade de penitência, de conversão; mas fá-lo para se colocar no meio do povo necessitado de perdão, no meio de nós pecadores, e carregar sobre Si o peso dos nossos pecados. Este foi o caminho que Ele escolheu para nos consolar, salvar, libertar da nossa miséria. Faz impressão ouvir o Apóstolo dizer que fomos libertados, não por meio da riqueza de Cristo, mas por meio da sua pobreza. E todavia São Paulo conhece bem a «insondável riqueza de Cristo» (Ef 3, 8), «herdeiro de todas as coisas» (Heb 1, 2).
Em que consiste então esta pobreza com a qual Jesus nos liberta e torna ricos? É precisamente o seu modo de nos amar, o seu aproximar-Se de nós como fez o Bom Samaritano com o homem abandonado meio morto na berma da estrada (cf. Lc 10, 25-37). Aquilo que nos dá verdadeira liberdade, verdadeira salvação e verdadeira felicidade é o seu amor de compaixão, de ternura e de partilha. A pobreza de Cristo, que nos enriquece, é Ele fazer-Se carne, tomar sobre Si as nossas fraquezas, os nossos pecados, comunicando-nos a misericórdia infinita de Deus. A pobreza de Cristo é a maior riqueza: Jesus é rico de confiança ilimitada em Deus Pai, confiando-Se a Ele em todo o momento, procurando sempre e apenas a sua vontade e a sua glória. É rico como o é uma criança que se sente amada e ama os seus pais, não duvidando um momento sequer do seu amor e da sua ternura. A riqueza de Jesus é Ele ser o Filho: a sua relação única com o Pai é a prerrogativa soberana deste Messias pobre. Quando Jesus nos convida a tomar sobre nós o seu «jugo suave» (cf. Mt 11, 30), convida-nos a enriquecer-nos com esta sua «rica pobreza» e «pobre riqueza», a partilhar com Ele o seu Espírito filial e fraterno, a tornar-nos filhos no Filho, irmãos no Irmão Primogénito (cf.Rm 8, 29).
Foi dito que a única verdadeira tristeza é não ser santos (Léon Bloy); poder-se-ia dizer também que só há uma verdadeira miséria: é não viver como filhos de Deus e irmãos de Cristo.
O nosso testemunho
Poderíamos pensar que este «caminho» da pobreza fora o de Jesus, mas não o nosso: nós, que viemos depois d'Ele, podemos salvar o mundo com meios humanos adequados. Isto não é verdade. Em cada época e lugar, Deus continua a salvar os homens e o mundo por meio da pobreza de Cristo, que Se faz pobre nos Sacramentos, na Palavra e na sua Igreja, que é um povo de pobres. A riqueza de Deus não pode passar através da nossa riqueza, mas sempre e apenas através da nossa pobreza, pessoal e comunitária, animada pelo Espírito de Cristo.
À imitação do nosso Mestre, nós, cristãos, somos chamados a ver as misérias dos irmãos, a tocá-las, a ocupar-nos delas e a trabalhar concretamente para as aliviar. A miséria não coincide com a pobreza; a miséria é a pobreza sem confiança, sem solidariedade, sem esperança. Podemos distinguir três tipos de miséria: a miséria material, a miséria moral e a miséria espiritual. A miséria material é a que habitualmente designamos por pobreza e atinge todos aqueles que vivem numa condição indigna da pessoa humana: privados dos direitos fundamentais e dos bens de primeira necessidade como o alimento, a água, as condições higiénicas, o trabalho, a possibilidade de progresso e de crescimento cultural. Perante esta miséria, a Igreja oferece o seu serviço, a sua diakonia, para ir ao encontro das necessidades e curar estas chagas que deturpam o rosto da humanidade. Nos pobres e nos últimos, vemos o rosto de Cristo; amando e ajudando os pobres, amamos e servimos Cristo. O nosso compromisso orienta-se também para fazer com que cessem no mundo as violações da dignidade humana, as discriminações e os abusos, que, em muitos casos, estão na origem da miséria. Quando o poder, o luxo e o dinheiro se tornam ídolos, acabam por se antepor à exigência duma distribuição equitativa das riquezas. Portanto, é necessário que as consciências se convertam à justiça, à igualdade, à sobriedade e à partilha.
Não menos preocupante é a miséria moral, que consiste em tornar-se escravo do vício e do pecado. Quantas famílias vivem na angústia, porque algum dos seus membros – frequentemente jovem – se deixou subjugar pelo álcool, pela droga, pelo jogo, pela pornografia! Quantas pessoas perderam o sentido da vida; sem perspectivas de futuro, perderam a esperança! E quantas pessoas se vêem constrangidas a tal miséria por condições sociais injustas, por falta de trabalho que as priva da dignidade de poderem trazer o pão para casa, por falta de igualdade nos direitos à educação e à saúde. Nestes casos, a miséria moral pode-se justamente chamar um suicídio incipiente. Esta forma de miséria, que é causa também de ruína económica, anda sempre associada com a miséria espiritual, que nos atinge quando nos afastamos de Deus e recusamos o seu amor. Se julgamos não ter necessidade de Deus, que em Cristo nos dá a mão, porque nos consideramos auto-suficientes, vamos a caminho da falência. O único que verdadeiramente salva e liberta é Deus.
O Evangelho é o verdadeiro antídoto contra a miséria espiritual: o cristão é chamado a levar a todo o ambiente o anúncio libertador de que existe o perdão do mal cometido, de que Deus é maior que o nosso pecado e nos ama gratuitamente e sempre, e de que estamos feitos para a comunhão e a vida eterna. O Senhor convida-nos a sermos jubilosos anunciadores desta mensagem de misericórdia e esperança. É bom experimentar a alegria de difundir esta boa nova, partilhar o tesouro que nos foi confiado para consolar os corações dilacerados e dar esperança a tantos irmãos e irmãs imersos na escuridão. Trata-se de seguir e imitar Jesus, que foi ao encontro dos pobres e dos pecadores como o pastor à procura da ovelha perdida, e fê-lo cheio de amor. Unidos a Ele, podemos corajosamente abrir novas vias de evangelização e promoção humana.
Queridos irmãos e irmãs, possa este tempo de Quaresma encontrar a Igreja inteira pronta e solícita para testemunhar, a quantos vivem na miséria material, moral e espiritual, a mensagem evangélica, que se resume no anúncio do amor do Pai misericordioso, pronto a abraçar em Cristo toda a pessoa. E poderemos fazê-lo na medida em que estivermos configurados com Cristo, que Se fez pobre e nos enriqueceu com a sua pobreza. A Quaresma é um tempo propício para o despojamento; e far-nos-á bem questionar-nos acerca do que nos podemos privar a fim de ajudar e enriquecer a outros com a nossa pobreza. Não esqueçamos que a verdadeira pobreza dói: não seria válido um despojamento sem esta dimensão penitencial. Desconfio da esmola que não custa nem dói.
Pedimos a graça do Espírito Santo que nos permita ser «tidos por pobres, nós que enriquecemos a muitos; por nada tendo e, no entanto, tudo possuindo» (2 Cor 6, 10). Que Ele sustente estes nossos propósitos e reforce em nós a atenção e solicitude pela miséria humana, para nos tornarmos misericordiosos e agentes de misericórdia. Com estes votos, asseguro a minha oração para que cada crente e cada comunidade eclesial percorra frutuosamente o itinerário quaresmal, e peço-vos que rezeis por mim. Que o Senhor vos abençoe e Nossa Senhora vos guarde!


FRANCISCO

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

SEMANA DA VIDA CONSAGRADA EM LUANDA



              Nos dias nove a onze de Janeiro de dois mil e catorze às 8h30 minutos, Com a presença de Dom Vicente Carlos Kiaziku e a orientação das duas Conferências dos religiosos (as) em Angola (CMIRMA E USMIRFA) realizou-se no salão dos Padres Capuchinhos, em Fátima a XIII Semana Nacional de Vida Consagrada sob o tema central: Formação Inicial e Permanente em vista da Configuração com Cristo.
Estiveram presentes 250 Religiosos e Religiosas de todas as dioceses de Angola. Nesta desenvolveram-se os seguintes temas:
1º Desafios que se apresentam à formação: Aspectos Sociológicos e culturais.
2º Formação: resposta à vocação e missão.

3º Formação: Resposta à vocação e missão; Formação à vida comunitária e sentido de pertença.
4º O acompanhamento na formação inicial e permanente

  Os temas foram facilitados por Dom Novatus Rugambwa, Nuncio Apostólico em Angola; Pe Eugénio Joaquim Lumingu, Sacerdote Redentorista; Ir. Domingas Ngueve, Provincial da Irmãs de S. José de Cluny e Ir. Aline Nsunda da Congregação das Filhas de Santa Ana. Depois da exposição dos temas debates e constatações a Assembléia chegou as seguintes recomendações e conclusões:
RECOMENDAÇÕES:
1ª Que haja um acompanhamento personalizado desde a formação inicial à permanente.
2ª Que a comunidade religiosa ajude a pessoa a crescer e a doar-se livremente a Deus.
3ª Que haja em todos os Institutos o compromisso de se formar para o sentido de pertença à Igreja, ao Instituto e a preocupação de manter vivo o carisma e a referência ao fundador(a)
4ª O acompanhante na formação inicial e permanente deve ser preparado para o efeito, pois nem todos podem acompanhar, mas todos precisam ser acompanhados.
5ª Que a formação à vida comunitária e ao sentindo de pertença, analise e tenha em conta a Globalização e os valores da cultura africana.
6ª Motivar as Congregações a enviarem membros para a Escola de formadores e Faculdade de Teologia.
CONCLUSÕES:
1ª Que os Institutos favoreçam oportunidades de Experiência de Deus Uno e Trino.
2ª Deixar-se guiar por uma espiritualidade que qualifique o nosso ser como consagradas (os).
3ª A formação inicial e permanente em vista da configuração com Cristo é uma prioridade que deve ser alicerçada sob a formação humana, cristã, comunitária, espiritual, intelectual sem carreirismo, pastoral e inculturada ao serviço do Evangelho.
4ª A vida fraterna em comunidade favorece o crescimento da identidade e consequentemente o sentido de pertença, por isso são indispensáveis cultivar os seguintes aspectos na formação inicial e permanente: Fidelidade a oração pessoal e comunitária; vivência dos sacramentos; a correcção fraterna; a caridade; a transparência o diálogo, a organização pessoal e comunitária, a humildade, o equilíbrio, a capacidade de perdão e reconciliação; espírito de sacrifício, abertura a universalidade, amor à Congregação, Capacidade de discernir, o conhecimento profundo da origem do Carisma; a coerência nos compromissos. Adesão a Cristo como fonte e fim da nossa Vocação e missão.
Luanda, 11 de Janeiro de 2014
POSTADO IR. MARIA JOSÉ FSA

FONTE RÁDIO ECCLESIA:  Vanda de carvalho



segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Relíquias de São Pedro marcam o encerramento do Ano da Fé      

DC| 24.11.2013| Em um gesto altamente simbólico durante o encerramento do Ano da Fé, o Papa Francisco, diante mais de 60 mil fiéis, segurou em suas mãos o relicário contendo os ossos venerados como os de São Pedro, o fundador da Igreja Católica.
A imagem do Papa de 76 anos, 265º sucessor de Pedro, totalmente concentrado, segurando firme em suas mãos o relicário de bronze enquanto recitava o Credo, foi um dos destaques da missa solene.
Numa manhã fria e úmida, diante de dezenas de milhares de seguidores em todo o mundo, ele encerrou o Ano da Fé, mostrando pela primeira vez as relíquias do apóstolo São Pedro ao público reunido na Praça São Pedro.
Pedro foi crucificado de cabeça para baixo entre os anos 64-70 no circo de Calígula, onde hoje se encontram os Jardins do Vaticano.
Os ossos foram encontrados durante as escavações em 1940, sob o pontificado de Pio XII, em uma necrópole localizada debaixo da basílica ao lado de um monumento construído no século 4 para homenagear aquele que é considerado o primeiro bispo de Roma.
Nenhum Papa testemunhou que os ossos eram autênticos. Mas testes científicos indicaram uma grande "probabilidade" de que eles são, de fato, os ossos do velho pescador da Galiléia, segundo o Papa Paulo VI em 1968.
Sobre o relicário está gravado em latim "Ex ossibus quae in Arcibasilicae Vaticanae hypogeo inventa Beati Petri Apostoli esse puntantur" ("Ossos encontrados na Basílica do Vaticano, que são considerados como os do bendito apóstolo Pedro").
Esta missa solene, com cânticos em latim, também foi a ocasião para a coleta de doações para as vítimas do tufão que devastou as Filipinas.
O Papa também leu sua primeira carta de Exortação Apostólica "Evangelii Gaudium" ("A Alegria do Evangelho"), a 36 bispos, sacerdotes e religiosos representantes de movimentos eclesiais, e a dois jornalistas e dois artistas, o escultor japonês Etsuro Sotoo e a pintora polonesa Anna Gulak.
Uma senhora cega também recebeu o documento em uma versão auditiva.
O documento deve ser mantido em segredo até terça-feira, e fontes do Vaticano sugerem um texto importante e denso: este é o primeiro texto do magistério totalmente escrito por Francisco, ao contrário da encíclica "Fidei Lumen", publicada em julho, que tinha sido em grande parte escrita por Bento XVI.
Em sua homilia, o Papa Francisco destacou a "centralidade de Cristo", "centro de criação, centro do povo, centro da história", "Senhor da reconciliação."
O Papa saudou os Patriarcas do Oriente: "A troca de paz com vocês quer expressar, antes de tudo, a gratidão do bispo de Roma em relação a essas comunidades que confessam o nome de Cristo com uma fidelidade exemplar, muitas vezes pagando um preço alto".
"Quero falar a todos os cristãos que vivem na Terra Santa, na Síria e em todo o Oriente, a fim de obter para todos o dom da paz".
Antes de descer no meio da multidão, Francisco pediu para que todos rezassem pelos "perseguidos por sua fé, e eles são tantos!"
Na véspera da primeira visita do presidente russo, Vladimir Putin, ao Vaticano, ele também reservou um pensamento para a Ucrânia, que "comemora o 80º aniversário do Holodomor, a grande fome provocada pelo regime comunista (de Stalin), que causou milhões de vítimas".
O Ano da Fé foi lançado em outubro de 2012 pelo Papa Bento XVI, quatro meses antes de sua renúncia, e deu origem a várias celebrações na Praça São Pedro. Desde então, cerca de 8,5 milhões de pessoas visitaram Roma, segundo o Vaticano.
Após a missa, muitas pessoas passaram a rezar nas Grutas do Vaticano, sob a basílica, diante do túmulo do primeiro apóstolo.

Ano da Fé na Diocese de Luena


Na solenidade de Cristo Rei, a diocese de Luena celebra o encerramento do ano da Fé e anúncio que será realizado o Sínodo  Diocesano.




sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Papa apela à confiança no «amanhã de Deus»


Papa Francisco, visitou nesta quarta feira o mosteiro das monjas camáldulas, em Roma, num dos últimos atos públicos associados ao Ano da Fé, e apelou à confiança no “amanhã de Deus”.
“Muitas vezes penso: sabemos esperar o amanhã de Deus ou queremos o hoje, hoje, hoje?”, perguntou Francisco, durante a celebração a que presidiu na igreja da comunidade.
A esperança, precisou o Papa, nutre-se de “escuta, de contemplação, de paciência, para que os tempos do Senhor amadureçam”.
A visita aconteceu na Jornada para a Vida Contemplativa (‘pro orantibus’), que se celebra todos os anos por ocasião da memória litúrgica da Apresentação de Maria no Templo.
Francisco apresentou como exemplo para os católicos a atitude de Maria, “presente em todos os momentos da história da salvação”.
“A única lâmpada acesa junto ao túmulo de Jesus era a esperança da mãe, que naquele momento era a esperança de toda a humanidade. Perguntou-me, e a vós também, se nos mosteiros ainda está acesa esta lâmpada”
O Papa destacou como atitude fundamental da Virgem Maria o “fazer a vontade de Deus” numa “abertura confiante ao futuro”, mesmo perante “dificuldades e surpresas”.
“Ela, mãe da esperança, sustenta-nos nos momentos de escuridão, de dificuldade, de desconforto, de aparente derrota ou de verdadeiras derrotas humanas”, acrescentou.
O Papa foi recebido pela abadessa do mosteiro, irmã Michela Porcellato, e seguiu para a capela onde estavam reunidas as 21 monjas da comunidade.
Francisco presidiu à celebração da oração de vésperas, segundo a regra das beneditinas camáldulas, a que se seguiu um momento de adoração eucarística.
Após a celebração, o Papa vai encontrar-se com as religiosas na sala capitular, antes de deixar o mosteiro e regressar ao Vaticano.
fonte: agência ecclesia